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16/07/2024Como a ansiedade pode se manifestar
A ansiedade nem sempre aparece da mesma forma. Em algumas pessoas, ela se manifesta mais no corpo. Em outras, aparece como preocupação constante, dificuldade de concentração, irritabilidade ou mudanças na maneira de agir.
Reconhecer esses sinais pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo. Mas nenhum sintoma isolado permite concluir que se trata de um transtorno de ansiedade. A intensidade, a frequência, o contexto e o impacto na vida também importam.
Os diferentes sinais da ansiedade
A ansiedade costuma envolver uma combinação de sinais físicos, pensamentos, emoções e mudanças no comportamento. Nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas, e eles podem variar bastante de intensidade.
Em alguns momentos, o corpo chama mais atenção: coração acelerado, tensão muscular, falta de ar, tontura. Em outros, o que predomina é a preocupação, a sensação de ameaça, a dificuldade de desligar a mente ou a tendência a evitar determinadas situações.
Sinais no corpo
A ansiedade pode se manifestar fisicamente de maneiras bastante variadas. Entre os sinais mais comuns estão:
- coração acelerado ou palpitações;
- tensão muscular;
- respiração mais curta ou ofegante;
- suor excessivo;
- tremores;
- tontura;
- náusea ou desconforto abdominal;
- sensação de aperto no peito ou na garganta;
- cansaço;
- dificuldade para dormir.
Esses sinais podem ser intensos e, em alguns momentos, assustar. Mas sintomas físicos não devem ser atribuídos automaticamente à ansiedade, principalmente quando são novos, muito intensos ou diferentes do habitual.
Sinais nos pensamentos e nas emoções
A ansiedade pode alterar a maneira como a pessoa percebe o que está acontecendo e antecipa o que ainda pode acontecer.
Entre os sinais mais frequentes estão:
- preocupação difícil de interromper;
- sensação de que algo pode dar errado;
- dificuldade de concentração;
- irritabilidade;
- medo ou apreensão;
- sensação de estar constantemente em alerta;
- dificuldade de relaxar;
- insegurança diante de decisões ou situações incertas.
Em algumas pessoas, esses sinais aparecem de forma mais intensa em situações específicas. Em outras, tornam-se mais constantes e começam a ocupar uma parte importante do dia.
Mudanças no comportamento
A ansiedade também pode mudar a forma como a pessoa age no dia a dia.
Alguns comportamentos aparecem como tentativas de reduzir o desconforto ou evitar situações percebidas como ameaçadoras, por exemplo:
- evitar lugares, situações ou compromissos;
- adiar tarefas por medo de errar ou não dar conta;
- buscar confirmação ou segurança repetidamente;
- evitar ficar sozinho em determinadas situações;
- manter-se constantemente ocupado para não entrar em contato com a preocupação;
- abandonar atividades que antes faziam parte da rotina.
Também podem ocorrer mudanças no uso de comida, álcool ou outras formas de aliviar a tensão. Esses comportamentos não são específicos da ansiedade, mas podem aparecer como tentativas de obter algum alívio.
O problema é que aquilo que alivia no momento pode, quando se repete, restringir a vida e reforçar a sensação de que certas situações são difíceis demais para enfrentar.
Como a ansiedade pode impactar as relações
Quando a ansiedade está mais intensa, ela pode afetar a maneira como a pessoa conversa, escuta e reage ao que acontece ao redor.
Algumas pessoas ficam mais impacientes, falam mais ou têm dificuldade de esperar e escutar. Outras podem se tornar mais sensíveis ao tom, às palavras ou às atitudes dos outros e interpretar situações ambíguas como mais ameaçadoras. Também podem surgir irritabilidade, necessidade frequente de confirmação ou maior dificuldade para lidar com frustrações e contratempos.
Essas mudanças podem gerar tensão nas relações, sobretudo quando não se percebe que parte daquela reação está acontecendo em um estado de maior ansiedade.
Quando a ansiedade começa a pedir mais cuidado
A ansiedade faz parte da experiência humana e pode aparecer em momentos de incerteza, mudança ou maior exigência. Mas, quando se torna muito frequente, intensa ou começa a interferir no sono, no trabalho, nas relações, nas escolhas ou na rotina, vale prestar mais atenção.
Aprender a reconhecer e lidar com a ansiedade faz parte desse cuidado. Isso inclui perceber em que situações ela aparece, o que costuma intensificá-la, como o corpo reage e quais comportamentos surgem para tentar aliviar o desconforto.
Quando esse processo fica difícil de fazer sozinho, a psicoterapia pode ajudar a compreender como a ansiedade se organiza na vida daquela pessoa e o que pode ser feito para diminuir seu impacto.
Quando a ansiedade começa a interferir na rotina, nas relações ou nas decisões, compreender melhor como ela funciona pode ajudar a orientar o que fazer a partir daí.
Se quiser saber como esse trabalho é conduzido em psicoterapia, leia também: Tratamento da Ansiedade.
Informações e Agendamento
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Entrar em contato não implica compromisso de iniciar o tratamento.
Entrar em contato pelo WhatsAppSobre Mary Scabora
Mary Ana Paula Scabora (CRP 05/36742) é psicóloga clínica e especialista em neurociências e comportamento.
Atende adultos no Brasil e no exterior, acompanhando pessoas que desejam
compreender os processos emocionais, cognitivos e relacionais envolvidos
em seu sofrimento e em sua forma de viver, para além da redução de sintomas.
Sua prática integra psicologia baseada em evidências, neurociências e
reflexão filosófica, articuladas a uma escuta clínica orientada por
pensamento crítico, rigor técnico e atenção à singularidade de cada
trajetória.




