Envelhecimento, solidão e cuidado de si

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"O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão". Gabriel García Márquez

A solidão é um sentimento natural, e pode ser experimentado mesmo na infância. Porém em idosos costuma ser mais recorrente, independentemente da classe social.

No envelhecimento é natural experimentar com mais frequência este sentimento. Pois algumas vezes envolve a perda de pessoas queridas, filhos que saem de casa, mudança de cidade ou a falta de perspectivas em relação ao futuro.

Algumas pessoas conforme envelhecem limitam sua participação na sociedade e, além de ter que lidar com perdas afetivas significativas elas também têm que lidar com mudanças inevitáveis relativas ao corpo, à vida profissional, às relações familiares e sociais.

Pessoas que se isolam sentem-se frustradas com a não realização dos projetos, não compartilham problemas, não fazem parte de um grupo social, sentem a solidão como uma experiência negativa.

Sentida como aflição emocional e insegurança, a solidão pode fazer a pessoa desenvolver quadros como a depressão ou ansiedade, podendo afetar a qualidade do sono e as funções gastrointestinais.

Em alguns casos a solidão pode levar a comportamentos compulsivos e a pessoa pode vir a fazer uso abusivo de álcool, cigarro, comida, entre outros.

Porém se houver um esforço pode-se adaptar a estas situações, que são inerentes à vida.

E, se há uma disposição para aprender, abrir o leque de possibilidades para lidar com as perdas e mudanças, consequentemente terá uma vida com mais qualidade e poderá fazer da solidão uma agradável companhia.

O trabalho psicoterapêutico ajuda a lidar com as dificuldades, os medos e colabora efetivamente para um desenvolvimento emocional e pessoal. Consciente de si e das implicações desta fase da vida a pessoa consegue adaptar-se às mudanças e a descobrir e valorizar suas potencialidades. Com isso, automaticamente passa a desenvolver autonomia e descobrir as vantagens desta fase da vida, vendo o lado positivo da solidão.

Mary Scabora