Terapia Breve

Psicoterapia breve: foco, estratégias e objetivos.

A psicoterapia breve é uma modalidade terapêutica que privilegia a rapidez nos resultados, com duração e objetivo previamente definidos.

A meta é a solução de problemas e conflitos em um curto espaço de tempo, de forma a promover uma mudança pessoal e a melhora na qualidade de vida.

São atendimentos clínicos que consistem em aplicação de técnicas objetivas onde escolhe os problemas a serem trabalhados com foco na resolução destes problemas. Visa obter redução dos sintomas incapacitantes e que geram sofrimento e uma melhora da qualidade de vida em curto prazo. Alicerça-se num tripé: foco, estratégias e objetivos.

A psicoterapia breve é uma intervenção terapêutica com tempo e objetivos limitados. É um atendimento clínico que consiste na aplicação de técnicas direcionadas, que buscam, além da redução dos sintomas incapacitantes que geram sofrimento, a melhora da qualidade de vida do paciente em um curto prazo de tempo.

A técnica é orientada por metas e direcionada a resolver conflitos e sofrimentos atuais. O indivíduo é encorajado a compreender e entender os seus problemas para, depois, identificar quais as melhores formas de enfrentá-los. Dessa forma, para o sucesso da terapia breve, a parceira entre terapeuta e paciente deve ser ativa e indispensável durante todas as etapas do processo.

Amenizar e tratar um distúrbio psicológico da maneira mais ágil e eficaz possível, auxiliando o paciente a lidar com seus problemas, ao mesmo tempo em que o ensina habilidades para que seja menos propenso a recaídas.

A terapia breve busca resolver problemas específicos em um tempo relativamente curto, de forma a evitar o prolongamento do sofrimento. Tais problemas podem estar relacionados a algum empecilho ou situação particular com a qual a pessoa precise se adaptar, e tem como resultado uma mudança pessoal e a melhora significativa da qualidade de vida do paciente.

Esse método é indicado para distúrbios gerados por mudanças importantes na vida, como casos de luto não resolvido, depressão pós-parto, dificuldades em superar o término de um relacionamento, dúvidas sobre mudança de emprego, escolha de uma profissão ou, até mesmo, submissão a um teste ou uma avaliação.

Além disso, a terapia breve também é indicada para casos mais específicos, como Fobia Social, Transtorno Depressivo Leve, Distimia, Transtorno de Ansiedade Generalizado e Síndrome do Pânico.

É importante destacar que pessoas que apresentam maior motivação para compreenderem a si mesmas, e que estão disponíveis para participarem ativamente de mudanças e avaliações, obtêm mais sucesso com a terapia breve.

Em média, é recomendada uma sessão de 50 minutos por semana, durante o período de seis meses. Se o prazo combinado não for suficiente, o especialista pode reavaliar a necessidade de um número posterior de sessões, sempre de acordo com o caso do paciente.

Apesar do limitado tempo de contato com o paciente, a psicoterapia breve é uma modalidade que apresenta resultados terapêuticos bastante eficazes. Mesmo com uma duração mais curta, e apenas um atendimento semanal, é possível observar a redução de sintomas e uma melhora significativa já nos primeiros meses de tratamento.

A intervenção terapêutica também pode ser realizada em grupo, com resultados bastante eficazes. Nessa ocasião, o objetivo é promover a integração familiar, com foco na solução de problemas e prevenção de novas crises.

Em grupos que partilham as mesmas questões, os pacientes não só aprendem a avaliar seus padrões de comportamento com ajuda de seus pares, mas também obtêm suporte psicológico para assuntos pontuais. Nesse espaço, compartilham vivências e experiências que facilitam a criação de laços emocionais, além de proporcionarem apoio, consolo e alívio de sofrimento aos seus componentes.

Temos como exemplo de alguns grupos os Alcoólicos Anônimos, Toxicômanos, Neuróticos Anônimos e Pais de Filhos com Necessidades Especiais.

Nem todas as pessoas podem se beneficiar com o processo da psicoterapia breve. Esse atendimento não é recomendado para pacientes com qualquer tipo de comprometimento psicótico, depressão grave com risco de suicídio. Ele também é contraindicado em tratamentos como autismo, esquizofrenia, transtorno bipolar, retardo mental, transtornos de personalidade anti-social e transtornos alimentares (bulimia, anorexia e comer compulsivamente)

Em um trabalho de terapia breve é impossível examinar toda a complexidade de uma personalidade. Por isso, para um tratamento que exija uma compressão mais profunda de sentimentos e personalidades, é necessária a busca de um processo terapêutico de longa duração, como a psicoterapia.