Síndrome do comer noturno

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Na síndrome do Comer Noturno, o indivíduo priva-se de alimentos pela manhã, come excessivamente à noite e apresenta insônia.

Os episódios geralmente se dão entre 20h e 6h e neles o individuo acorda várias vezes durante a noite para comer.

E, assim como no TCAP, os episódios são acompanhados por uma sensação subjetiva de perda de controle seguida de culpa. 

Devido ao fato da ingestão alimentar ser muito grande durante a noite, há ausência de apetite durante o dia, facilitando uma dieta de baixas calorias e pobre em nutrientes. Podendo gerar ao longo do dia uma sensação de fraqueza e cansaço. 

Tal atitude colabora para o aumento da ansiedade e mudança de humor no decorrer do dia. Esses pacientes apresentam taxas de estresse mais elevadas do que outros transtornos alimentares.

Tais comportamentos (compulsão alimentar ou SCN) existe um problema psicológico camuflado, (depressão, ansiedade, raiva internalizada, bloqueio da agressividade, alterações de humor, carência afetiva, baixa autoestima, entre outros) combinado com uma dieta alimentar pobre em nutrientes e dificuldades de adesão a um tratamento adequado.

A literatura, de modo geral, mostra que pacientes obesos com compulsão alimentar apresentam maior psicopatologia que os pacientes obesos sem a compulsão alimentar. Apresentam taxas elevadas de transtornos de ansiedade, transtornos do humor e bulimia nervosa.   Talvez este fato explique alguns resultados divergentes obtidos em estudos que procuram determinar a prevalência de psicopatologia na obesidade, pois, na clinica médica, não há uma conclusão diagnóstica acerca do TCAP.

Doenças relacionadas à obesidade são muito complexas pelo fato de serem multifatoriais. Além dos fatores genéticos, dos psicológicos, dos maus hábitos alimentares e comportamentais (como o sedentarismo e o estilo de vida inadequado), existem também os fatores físicos, pois, trata-se de um desequilíbrio bioquímico dos neurotransmissores responsáveis pelo controle da saciedade. Açúcar e carboidratos são estimulantes naturais de serotonina. Por isso, um tratamento multidisciplinar se faz necessário.

Tratamento

O tratamento deve ser multidisciplinar, com psicoterapeuta, nutricionista e, caso seja necessário medicação, acompanhamento psiquiátrico.  

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  • O tratamento psicoterapêutico atua com intervenções e técnicas psicológicas que ajudam o indivíduo a tomar consciência da origem dos seus problemas, aprendendo a criar formas mais adaptativas de lidar com eles.
  • Ajuda a desenvolver recursos para lidar com as dificuldades, colabora para ampliar a consciência sobre si mesmo, promove equilíbrio emocional, detecta o ativador da ansiedade que desencadeiam o comportamento disfuncional.

Mary Scabora