Como é possível conciliar carreira e filhos e ainda obter excelência nas duas funções?

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Conciliar trabalho e filhos não só é possível como é a realidade da maioria das mulheres. Para muitas mulheres, trabalhar é necessidade e não apenas uma escolha, pois na maioria das famílias brasileiras o salário dela complementa a renda familiar.

A maternidade exige responsabilidades, mudam as relações e as prioridades.

É importante que a mulher compreenda que se trata de um processo de reorganização da vida em todos os aspectos e que o ideal é não criar grandes expectativas, pois quando não supridas geram frustrações que só servem para alimentar a culpa em não estar exercendo seus ‘papeis’ da maneira que idealizou, mas que nem sempre é possível na realidade.

Como conciliar filhos e carreira sem deixar a desejar em nenhuma das funções?

Aceite que não poderá dar conta de tudo! Super mulheres não existem.

Aceitar que pode ser boa mãe e profissional sem precisar ser perfeita, compreender que em alguns momentos vai falhar em algum dos papeis e que o autoflagelo que normalmente as mulheres se impõem em função da culpa não é a saída mais saudável.

Algumas mães se culpam por passar muitas horas no trabalho. O sentimento de culpa é comum até mesmo entre aquelas que se dedicam integralmente à maternidade. Outras acham que estão sempre devendo aos filhos, que estão sendo egoístas por cuidarem da carreira ou que estão falhando na função. Porém a culpa não precisa ser tomada como punição e o fato de sentir culpa não significa que seja realmente culpada de alguma coisa.

Em certa medida, a culpa é benéfica, pois nos conduz à reflexão e nos faz olhar com mais atenção para nossas escolhas e comportamentos. 

Muitas mulheres também optam por uma organização de trabalho mais flexível, que permita dedicar mais horas do dia à criação dos filhos, principalmente na primeira infância.

Trabalhar em casa, ou em meio expediente, trabalhos sem horário fixo, com maior independência permitem que a mulher possa ter uma agenda dividida, onde os filhos são privilegiados sem abrir mão da renda e da satisfação pessoal pelo trabalho.

Não existe fórmula ideal para ser bem-sucedida no trabalho e ainda ser uma boa mãe.

Vai depender do que significa para cada uma ser bem sucedido e realizado. De qualquer maneira o bom senso é sempre o melhor aliado no dilema ‘maternidade x carreira’.

Impor-se a perfeição é criar demandas que muitas vezes geram quadros de estresse e ansiedade.

É perfeitamente possível acompanhar o crescimento, dar uma boa educação, mesmo mantendo a equação trabalho+casa+filhos. Uma coisa não anula a outra. O mais importante é a qualidade do tempo que passam juntos.

Para a maioria das mulheres é difícil encarar a hora em que acaba a licença maternidade e chega o momento de retornar ao trabalho. Porém, tudo na vida é processo e cada fase requer uma reflexão.

A volta ao trabalho é também um momento de transição. Mas muitas mulheres superam a sensação de insegurança de deixar o filho aos cuidados de outras pessoas. Planejamento e medidas de ordem pratica fazem diferença nesse momento.

O ideal é que o pai participe em todas as fases do processo como também nas tarefas diárias da casa e de cuidados com o bebê. Não se trata de ‘ajuda’ e sim de dividir deveres.

O pai moderno tem um papel mais ativo na família e é mais participativo. 

Mary Scabora