Psicoterapia

A psicoterapia é uma linha de tratamento para questões relacionadas ao aparelho psíquico. Além de tratar patologias como ansiedade, pânico, depressão, fobias, stress visa o desenvolvimento pessoal e promove mudanças positivas e efetivas na qualidade de vida de quem busca o tratamento.
É um processo cuja finalidade é tratar os conflitos emocionais que levam a comportamentos que causam sofrimento emocional, danos à saúde, relacionamentos afetivos, à vida familiar, social e profissional.

Corpo e mente são uma unidade; nada acontece na mente sem que se reflita no corpo assim como nada acontece no corpo sem que a mente não perceba. Os fatores emocionais podem desencadear, agravar, contribuir ou manter um sintoma físico. Ignorar os sentimentos ou colocá-los em segundo plano pode afetar a qualidade da vida emocional e, consequentemente a saúde. Além disso, os efeitos dessa dinâmica podem ecoar em questões importantes para a vida, causando situações difíceis e conflituosas.

A psicoterapia é uma modalidade terapêutica que não se restringe ao tratamento de conflitos emocionais ou problemas comportamentais. Ela promove saúde e bem-estar de qualidade, permitindo ao indíviduo ampliar a consciência sobre si mesmo e encarar com mais autonomia e segurança as questões inerentes à vida. Por isso, é indicada para qualquer um que queira aprender a conhecer melhor os seus próprios sentimentos, estimulando o seu desenvolvimento e crescimento pessoal.

Sendo assim, a psicoterapia é uma possibiidade de encontro consigo mesmo, em que o paciente poderá aprender a se perceber e re-conhecer na intensidade das suas emoções, e descobrir as maneiras de melhor lidar com os atravessamentos emocionais a que está sujeito.

São consultas semanais de 50 minutos (dependendo da gravidade do problema, o número de encontros pode ser maior), com intervenções e técnicas psicológicas que ajudam o indivíduo a tomar consciência da origem dos seus problemas, aprendendo a criar formas mais adaptativas de lidar com eles.

O objetivo é promover a saúde mental e uma vida emocional com mais qualidade para o paciente. Por meio desse processo, o indivíduo amplia a consciência sobre si mesmo e desenvolve recursos para encarar as questões internas e os conflitos emocionais que o incapacitam e geram sintomas e sofrimento.

Como resultado da psicoterapia, o paciente aprende a expressar suas emoções de outras formas, desenvolvendo mais autonomia e segurança para lidar com as questões inerentes à vida, sejam elas boas ou más. Dessa forma, adquire uma nova postura, mais flexiva, comunicativa, assertiva e confiante. 

Na psicoterapia de longo prazo é realizado um trabalho mais profundo e complexo de autoconhecimento, que dura no mínimo três anos. A frequência das sessões e a duração do processo terapêutico dependerão das necessidades particulares e da gravidade do caso de cada paciente.

A psicoterapia é indicada para qualquer pessoa que queira aprender a conhecer e a lidar melhor com suas emoções, de forma a desenvolver um comportamento mais assertivo e afirmativo na vida.

Esse método pode ajudar em muitos casos como: superação de luto, rompimentos afetivos, mudanças repentinas, dificuldades no sono e na concentração, instabilidades de humor, irritabilidade, agressividade, estresse, sentimento de vazio e inquietação, timidez, medos excessivos, pensamentos instrusos ligados a catástrofes, insegurança, dificuldades para emagrecer ou se relacionar, e até mesmo doença psicossomáticas (problemas digestivos, dificuldades alimentares, alergia de pele e respiratórias, queda de cabelos, bruxismo).

Dessa forma, a psicoterapia não se restinge ao tratamento de conflitos emocionais e problemas comportamentais. Ela promove saúde e bem-estar, além de proporcionar ao paciente uma visão diferenciada do mundo e das pessoas, estimulando o seu desenvolvimento e crescimento pessoal.

Em muitos casos, os conflitos emocionais podem repercutir no próprio organismo por meio de sintomas físicos como gastrite, alergias de pele ou respiratórias, queda de cabelos, cansaço excessivo e desânimo.

Ainda que algumas pessoas entendam a necessidade da terapia para tratar ou dar suporte a uma situação de crise, esse método também é uma possibilidade de encontro consigo mesmo, em que o paciente poderá aprender a se perceber na intensidade das suas emoções, além de descobrir maneiras de melhor lidar com os atravessamentos emocionais a que está sujeito.

Remédios não ensinam ninguém a lidar com questões e situações que fazem parte da vida. O medicamento irá atuar sobre os fatores bioquímicos, mas, se as condições de vida, o ambiente e, sobretudo, o conteúdo dos pensamentos pernacerem os mesmos, a droga sozinha não terá capacidade de promover qualquer mudança no cérebro. Nesse caso, o paciente não irá se sentir mais calmo, nem terá uma melhora efetiva em sua qualidade de vida.

As pílulas também são as reflexões que aprendemos a fazer sobre nós mesmos e sobre como nos relacionamos com as pessoas e as coisas. Podem ajudar a estabilizar situações, mas devem servir sempre como complemento ao processo psicoterápico, e não usadas isoladamente.

A psicoterapia é um trabalho ativo, que requer disponibilidade e envolvimento do paciente para que ele desenvolva uma visão mais profunda e completa sobre si mesmo. Existe uma grande diferença entre “ir para a terapia” e “estar na terapia”.

Não é recomendável forçar alguém a esse tipo de tratamento, pois qualquer resistência ou falta de isenção compromete totalmente o trabalho do psicólogo. Sendo assim, para a obtenção de bons resultados, é fundamental que se leve o tratamento a sério, investindo tempo, dinheiro e esforço.