Da Ansiedade ao Pânico

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“Em todo lugar o que é excessivo é mau.” Sêneca

A ansiedade é um estado emocional que faz parte da experiência da vida. Sentimo-nos ansiosos diante de um acontecimento brusco, como a iminência de um desastre, ou quando nos defrontamos com prazos para a conclusão de uma tarefa.

Em determinado grau é um estado de ânimo produtivo, pois aumenta a capacidade de realização colaborando para que estejamos alertas e preparados para o desafio e nos protege de possíveis perigos, preparando o organismo para obter êxito com um comportamento de ataque ou de fuga. 

A ansiedade normal funciona como um sinal de alerta preparando o indivíduo para a ação. Quando, porém, a ansiedade vem sem causa aparente ou em intensidade exagerada e passa a afetar negativamente o dia-a-dia, torna-se prejudicial. É melhor reconhecer que há um problema.

Todos os Distúrbios de Ansiedade manifestam-se principalmente por um alto nível de apreensão.

Experimenta um estado emocional de angústia, uma expectativa de que algo ruim aconteça acompanhado por várias reações físicas e mentais desconfortáveis. Muitas vezes, incluem medo excessivo, pânico e temor. É uma resposta a uma ameaça interna, vaga e desconhecida.

A síndrome de pânico, por exemplo, trata-se de um caso particular de crise de ansiedade não controlada.

Os ataques de pânico, ou crises, consistem em períodos de intensa ansiedade e são acompanhados de alguns sintomas específicos. Na maioria das vezes, é uma reação do organismo quando se defronta com uma situação estressante cuja saída envolve decisões importantes, perdas afetivas, financeiras, mudanças de estilo de vida, etc.

Durante a crise, que tem seu ápice em 10 minutos, pelo menos quatro dos seguintes sintomas se manifestam: Palpitação, taquicardia, suor em excesso, tremor, náusea, tontura, sensação de não conseguir respirar, medo de perder o controle, medo de morrer. Muitos, num primeiro momento, recorrem ao cardiologista acreditando que algo esta errado com o coração.

Algumas pessoas acabam limitando muito sua vida evitando atividades e situações normais, atividades diárias tais como ir às compras, pegar condução, ou em alguns casos, até mesmo têm medo de sair de casa.

‘Quem sofre com o pânico tem a preocupação persistente de ter novos ataques’.

Basicamente evitam qualquer situação que temem ou que os faria sentirem-se impotentes e sujeitos a novos ataques de pânico.

Passa-se a viver na expectativa de novas crises e busca-se estar em uma situação em que seja possível encontrar ajuda

As pessoas que sofrem de ataque de pânico, muitas vezes acabam associando outras fobias, complementando e agregando novos medos aos medos iniciais do pânico.

A cura não se dá de forma espontânea, o que significa que os sintomas não desaparecem a menos que a pessoa receba tratamento específico, especializado, para que seja eficaz. Esse é o passo embora seja o mais difícil é decisivo para o processo de cura.

A psicoterapia ajuda a trabalhar a ansiedade, as fobias, e mudar a atitude perante o transtorno.

Num primeiro momento, reduz as crises, a intensidade e a frequência delas, trazendo alívio significativo.

Pode ser necessário também iniciar um tratamento psiquiátrico com antidepressivos e ou ansiolíticos para acabar com os efeitos físicos provocados pelo desequilíbrio bioquímico. Cada caso é um caso.

Mary Scabora